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terça-feira, 28 de julho de 2015

Bola  pra frente.


Todos os  dias  temos resíduos  dos  dias  anteriores  para concluir,  como um resfriado mal cuidado.

E mesmo tentando  focar pra  frente, é inevitável os  tais assuntos  pendentes te puxarem pra trás  de uma forma ou de outra. 

Eu  sei, eu sou o tipo  "Trop ViT", mesmo  assim  assuntos pendentes são em qualquer visão  um atraso.

Alguns deles  a  gente não consegue mesmo evitar, seriam aqueles  que não foi possível concluir ontem mas  que  tem  hora marcada pra terminar  hoje.

Já  outros, são puro  apego de nossa  parte.

Ouvi dizer  de  fonte fidedigna  que isso  perdura até  quando morremos,  há  quem volte para  ficar  preso  mentalmente  aqui neste plano  enquanto não se der por  satisfeito com os tais assuntos  pendentes, vê se pode? São pedro me esperando lá  no "bar de Siempre"   e eu querendo  tirar satisfações  com gente  que já não valia a pena enquanto eu estava  vivo...

E se  a gente   fizesse um estágio de desapego  ainda  em vida, talvez quando passarmos desta para melhor, vamos mais desencanados...o esquema  é  assim: reunir   assuntos  por dia, e assim que terminar o dia, o que foi resolvido ok, o que não  foi tem que passar por uma triagem logo cedo  no dia  seguinte para se  checar  a  relevância de  continuar na pauta do dia seguinte ou não.


Essa  semana,  alguém  que  me passou a perna após  13  anos  recebendo minha confiança, obviamente me  deixou extremamente decepcionada com  a  visão limitada da  natureza humana,  mas  vai me ajudar hoje a praticar o desapego.

Vou contar  rapidamente  uma fábula para  dar base  no  que eu vou dizer:

Uma  vez, um  homem  que  buscava  tesouros  com seu filho de  7 anos entrou na caverna de um  Deus, e  lá  encontrou  peças valiosíssimas  de  joias e  pedras preciosas. 

No  ápice da  empolgação resolveu se apossar  do achado, sem saber  se  havia um dono. Isso causou a  Ira  do tal Deus,  que  fez com que  a caverna  começasse  a desmoronar na  entrada  se fechando, e o homem em desespero conseguiu sair mas  acabou por deixar o seu filho  la dentro.

Após  muita choradeira e pedidos  do  homem  que  queria resgatar seu filho, o Deus  se apiedou e disse...ok, vou dar  a você, tempo suficiente  para  entrar lá  e tirar  da caverna o que achar  de mais precioso...

O homem  ao se ver novamente no interior  da caverna,  começou a encher os bolsos,  e mãos  com o tesouro de forma que  não havia lugar para carregar a criança,  e quando ele  se lembrou do que tinha  ido fazer lá, o tempo havia se esgotado e a caverna começou a se fechar novamente, e ele teve que sair, e a criança  ficou presa  lá pra sempre...

Já   do lado de  fora, o homem  com  os braços e  bolsos  cheio de  ouro  disse ao Deus, esqueci meu filho  lá dentro, poderia me dar mais uma chance,  e o Deus  disse..."não, você não esqueceu, apenas  escolheu o que pra você tinha mais valor. Siga em frente com seu  ouro, e espero que ele seja suficiente para cobrir a  ausência   do filho que você  acaba de perder...."

Dizem, que o menino foi  adotado pelo Deus   e  virou um  rei  riquíssimo e  justo. e que o pai  do garoto gastou tudo que tinha retirado da caverna  e  morreu sozinho quando os recursos  se acabaram...

Essa  é  a  visão limitada da natureza  humana, valores distorcidos,que  se repetem de tempos e tempos como a moda  da  calça  boca de  sino...como Judas e  seus  30 dinheiros,  como a fábula  da  criança na caverna, como meu colaborador vendendo sua alma por pouco mais, ou nada...

Este assunto  que me  afetou bastante, ontem, pertence  ao ontem  e hoje  eu  estou contando a  vocês, para que  tenham uma ideia  que coisas  aparentemente importantes como essa, não são.

O nosso maior prejuízo  é mantê-las por  mais tempo em nossa  cabeça  do que deveríamos, e  deixando assim de abrir espaço para assuntos  novos e  mais produtivos.....

Se  você  trouxe  de ontem assuntos  como estes, bora  fazer  triagem agora  cedo e  chutar a  bola pra frente  comigo??? I  don't care, I love it!!!









   

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