A noite passada...
Amor, coisinha irritante que não para de se manifestar, mesmo quando você já está maduro e preparado para entender que é uma perda de tempo...é como se fosse o universo dizendo que está no comando...afinal, como li outro dia em uma destas frase feitas..."amor e tosse, são impossíveis de se disfarçar, nem mesmo uma pequena tosse...nem mesmo um pequeno amor..."
Fazer o que então, conviver com isso, tentando disfarçar o máximo possível e acreditando que o outro não perceberá...que ainda incomoda...
Ontem a noite, deitei para descansar depois de um dia feliz, tudo correndo perfeitamente bem...e adormeci...
Uma vez algúem me disse que sonhos são territórios livre...e é como se este mesmo algúem tivesse implantado essa informação no chip do meu subconsciente noturno...e foi então que eu sonhei...sonhei que eu estava entre o oriente e o ocidente, acompanhada de um afeto secreto, que sussurrava em meu ouvido que a próxima encarnação está longe, e que a vida é agora...e na intenção de me passar ensinamentos tão ricos, esse bom tutor me mostrou como é possível que alguém que você deseje, saiba operar em você terminações nervosas que nem você conhece...
Bangkok, Japão...se posicionaram entre as nuvens, como em um poema de Castro Alves "dois infinitos ali se estreitam em um abraço insano...azuis, suaves, plácidos, sublimes...qual dos dois é o céu? qual é o oceano??
A noite passada, perturbadora e deliciosa, me fez acordar de pernas bambas...mas como em todo sonho bom, acabou...e me deixou a pergunta que não quer calar? porque sonhamos essas coisas com pessoas que são tão irreais quanto um fruto de nossa imaginação?? seria isso como se durante noite a tosse fosse menos disfarçável, e o amor fosse inegável?
Talvez não devêssemos deixar os sonhos serem territórios livres, já que quando o impossível se torna possível, nos encoraja a tentar mais uma vez um contato com o nosso, tantas vezes comprovado, fracassado investimento emocional...
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