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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A noite passada...


Amor, coisinha  irritante  que  não  para  de  se manifestar, mesmo quando você  já  está  maduro e preparado para entender  que é uma  perda de tempo...é  como se fosse  o universo dizendo que está no comando...afinal, como li outro dia em uma  destas frase  feitas..."amor  e  tosse, são impossíveis de se disfarçar, nem mesmo uma  pequena tosse...nem mesmo um pequeno amor..."

Fazer o que então, conviver  com isso, tentando  disfarçar o máximo possível e  acreditando que o outro não perceberá...que ainda incomoda...

Ontem a noite, deitei para descansar depois de um dia  feliz, tudo correndo perfeitamente bem...e adormeci...

Uma vez algúem me  disse  que  sonhos são territórios livre...e  é como se este  mesmo algúem tivesse  implantado essa informação no chip  do meu subconsciente  noturno...e  foi então que eu sonhei...sonhei que  eu estava  entre o oriente   e o ocidente, acompanhada  de um afeto secreto, que sussurrava em  meu ouvido  que  a próxima encarnação está longe, e que a  vida  é agora...e na intenção de me passar  ensinamentos  tão  ricos, esse  bom tutor me mostrou como é possível que  alguém que você  deseje, saiba operar  em você terminações nervosas  que nem você  conhece...

Bangkok, Japão...se posicionaram entre as  nuvens, como em  um poema de Castro Alves "dois infinitos ali se estreitam em um abraço insano...azuis, suaves, plácidos, sublimes...qual dos dois  é o céu? qual é  o oceano??


A noite passada, perturbadora e deliciosa, me fez acordar  de pernas  bambas...mas  como em todo sonho bom, acabou...e me deixou  a pergunta  que não quer calar? porque  sonhamos essas  coisas  com pessoas  que são tão irreais quanto um fruto de nossa imaginação?? seria  isso  como se  durante noite  a tosse  fosse menos  disfarçável, e o amor fosse  inegável?


Talvez  não devêssemos  deixar os  sonhos  serem territórios  livres, já que  quando o  impossível se torna  possível, nos  encoraja a tentar  mais uma vez um contato com o nosso, tantas  vezes  comprovado, fracassado investimento emocional...


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