Quase nua...
Sente, ainda é sensível a pele que quase tocastes
...ainda está ofegante a boca que quase beijastes e aos pulos ainda bate o coração,
mas, não! vaidade e orgulho são como sombras que espreitam
e ofuscam a luz, que receberiam aqueles que o amor rejeitam...
A paixão seduz o amor que inocente,
entrega as armas e confessa rastejando
gentil, ainda se deixa doar de alma, corpo e mente
e em um vacilo entrega que está amando...
Não sabes entretanto que o amor confessado,
liberta do peito um grito opressor,
e acalma a existência daquele descuidado
que revela a algúem, estar perdido de amor...
Entretanto no amor, existem dois lados,
o que a seiva transborda e o que dela se esbalda loucamente...
e entre estes dois a vaidade e o orgulho assim entrelaçados,
consomem o néctar do doador inocente...
Tolo, o vampiro coberto de charme,crê ser deste espetáculo o senhor,
sem lembrar que o viço de sua existência,
se deve ao bálsamo sagrado do amor....
e abate sua fonte sem dó nem clemência...
Após extinguida toda a esperança, a fonte seca jogada em um canto
num corpo sem vida, sem calor sem nada...
provoca uma lágrima, uma tristeza um pranto...
naquele que ha pouco era uma pessoa amada...
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