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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Quase nua...

Sente, ainda  é  sensível a pele que  quase  tocastes
...ainda está  ofegante a boca que quase  beijastes e aos pulos ainda bate o coração,
mas, não! vaidade  e orgulho são como sombras que espreitam 
e ofuscam a luz, que receberiam aqueles que o amor rejeitam...

A paixão seduz o amor que inocente,
entrega as  armas e  confessa rastejando
gentil, ainda se deixa doar de alma, corpo e  mente
e em um vacilo entrega que está amando...

Não sabes entretanto que o amor confessado,
 liberta do peito um grito opressor, 
e acalma  a existência daquele descuidado 
que revela  a algúem, estar perdido de amor...

Entretanto no amor, existem dois lados,
o que a seiva transborda e o que dela se esbalda loucamente...
e entre estes dois a vaidade  e o orgulho assim entrelaçados,
consomem  o néctar  do doador  inocente...

Tolo, o vampiro coberto de charme,crê ser deste  espetáculo o senhor,
sem lembrar que o viço de sua existência, 
se deve  ao bálsamo sagrado  do amor....
e abate sua fonte sem dó nem clemência...

Após extinguida toda a esperança, a fonte seca jogada em um canto
num corpo sem vida, sem calor sem nada...
provoca uma lágrima, uma tristeza um pranto...
naquele  que  ha pouco era uma pessoa amada...









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