Saudades mil.
No ultimo final de semana, coloquei em teste algumas teorias que aprendi e apesar de ter cometido alguns deslizes, pude me observar atuando segundo o que acredito.
Não sou uma pessoa que faz amizades fácil, especialmente agora que aprendi que o ser humano mais lindo do mundo pode se tornar um ser horripilante a um palmo de distancia de seu nariz.
As pessoas que aqui estão, e me incluo no grupo, são objeto de lapidação, e até que estejam prontos, não devem ser observado muito de perto.
Enfim, a teoria é não me empolgar com o ser humano, a menos é claro que ele seja raro...o que é raro de se encontrar.
As poucas qualidades que ainda admirava nas pessoas era a autenticidade que algumas tem, o jeito espontâneo de expor seus pensamentos sem medo de ser repreendido ou se tornar alvo de preconceitos dos demais ouvintes.
A espontaneidade, é uma planta que só nasce em terrenos inocentes, ou seja, precisa ser muito inocente para acreditar que absolutamente tudo que se pensa terá aceitação imediata; e a inocência é por si só linda e atraente, pois ela traz a alegria já que compartilhar suas ideias as pessoas espontâneas acham que estão ajudando os ouvintes a se guiarem melhor através delas.
Somando, inocência+ alegria+liberdade= Espontaneidade, dai porque eu a admiro.
Mas agora sei que ela pode evoluir para a tirania. Pois uma vez que as pessoas não querem interromper o fluxo da espontaneidade, ela reina absoluta, e cala as demais opiniões, e em pouco tempo se torna unica, massante e repetitiva.
Conheci uma pessoa que baseada em uma história de amor fascinante e corajosa, tipo largar tudo para viver o seu amor sem medo de ser feliz, era também espontânea e colocava suas verdades nas conversas com uma veemência inocente. Eu e os demais expectadores mais calejados a deixávamos falar ao bel prazer, pois a pureza de suas ideias surreais era muito divertida, e o inevitável aconteceu: em pouco tempo o fato de alguém tentar argumentar algo ou colocar outra ideia era para a dona da espontaneidade algo extremamente irritante, e o monopólio da conversa ficou enfadonho, até porque sabemos, devido a nossa experiência de vida, que a coisa não funciona desta forma, preto no branco, pão pão - queijo queijo.
Resolvi me afastar, para dar espaço para que a pessoa descobrisse sozinha que precisava enriquecer suas teorias comparando e até aceitando algumas idéias novas. Mas neste fnal de semana me vi dentro de um grupo onde esta pessoa estava, e ao contrário do apoio emocional que sempre dava a sua espontaneidade, eu me mantive em silêncio e conversei com outros membros do grupo sobre assuntos diversos, retirando a atenção da pessoa e questão...Surpresa, o resultado foi ela ficou totalmente perdida, e seus argumentos veementes perderam totalmente a força e a plateia, aos poucos ela tentou se enturmar sem muito sucesso...e eu me senti leve.
Minha preocupação em mantê-la no sucesso me consumia muito, e eu não tinha tempo de aproveitar a conversa com os demais. Desta vez a reunião oi diversificada, a conversa leve e tranquila.
Com isso eu concluo, que monstros são nossa própria criação, e como criadores, podemos também dizimar a espécie, e voltar a viver sem responsabilidades de mantê-la.
Me livrei de mais este monstrinho rs. mas ainda tenho alguns tantos para incinerar.
beijuuu

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