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domingo, 23 de agosto de 2015

Os Acumuladores...


Disposofobia  ou Síndrome de  Diógenes,  é o nome  dado a pessoas  que coletam coisas  de todos os lugares  e acumulam a sua  volta  com a ideia de que  que um dia  virão  a precisar. Normalmente  nem se lembram que  coletaram tais objetos, e  formam  ao seu redor uma montanha  de lixo  inútil, até  que não encontram mais lúgar para  si mesmos...


Em graus  menores ou maiores, todos  nós  temos um pouco de disposofobia.

Sei  o que você  está pensando..."Eu não acumulo coisas..." ah não? vamos  analisar e você  me diz se parece  familiar?

Você tem  casa, família, pessoas  a sua volta que  vivem a sua própria  vida  sem te dar trabalho e  ainda arrumam tempo para você, e  ainda assim, você insiste em se sentir só...a  partir daí, você acorda todos os  dias  e  batalha  para conseguir o amor de mais alguém, de preferencia alguém que você   não tem  permissão de ter, e  quando  não consegue  ou encontra  dificuldades, você se sente infeliz, porque  você  acredita que precisa do afeto desta pessoa....conhece isso? 

Então  eu  te pergunto, você se lembra  que  tem  o afeto de muitas  pessoas a sua volta?? estão acumulados a li, mas você nem sequer se  lembra...seu porão emocional  está cheio de coisas  acumuladas...coisas  que você  deve  manter, e coisas que você  já devia  ter  jogado fora a muiiito tempo.

Sabe aquelas pessoas  que te magoaram, e que você guardou algo por elas  lá no fundo...mágoa, sentimento de ter sido injustiçado...jogue fora! e aquelas  que você  dedicou seu ao devotado e simplesmente não se interessaram por sua oferta?  esqueça, limpe o espaço que eles ocupam..

Tem aqueles,  que   você  está tentando conquistar, mas nem sequer precisa desta conquista...pare de tentar. 

O melhor  remédio para a Disposofobia  emocional, é ser feliz com o que  tem. Acordar no  domingo, beijar  sua mulher, e filhos ...e se sentir  feliz, porque você ão está  só...ah você  não tem mulher  e filhos?  liga para a sua mãe  e diz que vai levar  o almoço, passa  no restaurante, pega o almoço e vai comer com ela,  no caminho liga para uns primos e veja se eles não querem se  juntar  a você... em poucos  minutos  você  vai ter a sua volta  peças que nem se lembrava mais, pois estavam esquecidas no  seu porão emocional, e vai ser feliz...

Você  pergunta, feliz por um dia? e eu já te  falei outras  vezes  e vou repetir...a vida  é feita de minutos...se  você  só tem um dia, seja feliz com o que tem.

Outro dia, recebi um SMS  de um amigo, onde  ele pedia desculpas  de  não ter  respondido minha mensagem pois  estava   extremamente ocupado  e, para  justificar  ele me disse  que fez uma maratona no Vietnã, e estava  voltando para  casa...naquele momento ele estava no avião e tinha  que  desligar. 
Em outros tempos eu sentiria uma  pontinha  de vontade de  fazer o mesmo, mas naquela hora,  do alto de tudo que eu já  vivenciei eu senti pena...uma cara com mulher  e filhos que quer está em qualquer  lugar do mundo, menos perto deles...e eu  garanto a você  que tudo  que ele experimentou por  ai, não foi o suficiente para preencher o vazio interior dele...e que  talvez, ali mesmo no avião, ele   estivesse procurando por uma nova conquista...algo para  trazer para o seu porão emocional e acumular...

Nem tudo  que reluz, é  ouro, já dizia  um sábio...

Quanto  a acumular conquistas, como troféus, sabe  aquela  fábula  sobre Zeus  ter   dividido os seres  andróginos  em 2 para que  uma metade  procurasse  a  outra  sem nunca   se  encontrar, e  viver  a sensação eterna de que estava  incompleto...então,  Charles Darwing  resolveu a questão coma sua teoria do pescoço da girafa, onde ele diz que  nos  adaptamos as  condições que  temos...então pode parar  de se sentir  incompleto  e pensar  que  suas  duas  pernas  e seus  dois  braços  são o suficiente para o que precisa...e  começar  a ser feliz com o que tem...entendeu?

Um cara já  cantou sobre isso...vamos ouvir:







O Banquete, célebre obra de Platão, uma das mais reveladoras sobre o pensamento grego a respeito do amor. Lá surgiram idéias como “almas gêmeas” e “cara-metade”, quando um dos convidados, Aristófanes, recorreu à mitologia para falar sobre a origem do amor. Segundo ele, éramos seres andróginos de duas cabeças, quatro pernas e quatro braços. Temendo que o poder dessas estranhas criaturas ameaçasse os deuses, Zeus dividiu-as em duas outras – e desde então carregamos a sensação de estarmos sempre incompletos, em busca da metade afastada de nós.




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