Os Acumuladores...
Disposofobia ou Síndrome de Diógenes, é o nome dado a pessoas que coletam coisas de todos os lugares e acumulam a sua volta com a ideia de que que um dia virão a precisar. Normalmente nem se lembram que coletaram tais objetos, e formam ao seu redor uma montanha de lixo inútil, até que não encontram mais lúgar para si mesmos...
Em graus menores ou maiores, todos nós temos um pouco de disposofobia.
Sei o que você está pensando..."Eu não acumulo coisas..." ah não? vamos analisar e você me diz se parece familiar?
Você tem casa, família, pessoas a sua volta que vivem a sua própria vida sem te dar trabalho e ainda arrumam tempo para você, e ainda assim, você insiste em se sentir só...a partir daí, você acorda todos os dias e batalha para conseguir o amor de mais alguém, de preferencia alguém que você não tem permissão de ter, e quando não consegue ou encontra dificuldades, você se sente infeliz, porque você acredita que precisa do afeto desta pessoa....conhece isso?
Então eu te pergunto, você se lembra que tem o afeto de muitas pessoas a sua volta?? estão acumulados a li, mas você nem sequer se lembra...seu porão emocional está cheio de coisas acumuladas...coisas que você deve manter, e coisas que você já devia ter jogado fora a muiiito tempo.
Sabe aquelas pessoas que te magoaram, e que você guardou algo por elas lá no fundo...mágoa, sentimento de ter sido injustiçado...jogue fora! e aquelas que você dedicou seu ao devotado e simplesmente não se interessaram por sua oferta? esqueça, limpe o espaço que eles ocupam..
Tem aqueles, que você está tentando conquistar, mas nem sequer precisa desta conquista...pare de tentar.
O melhor remédio para a Disposofobia emocional, é ser feliz com o que tem. Acordar no domingo, beijar sua mulher, e filhos ...e se sentir feliz, porque você ão está só...ah você não tem mulher e filhos? liga para a sua mãe e diz que vai levar o almoço, passa no restaurante, pega o almoço e vai comer com ela, no caminho liga para uns primos e veja se eles não querem se juntar a você... em poucos minutos você vai ter a sua volta peças que nem se lembrava mais, pois estavam esquecidas no seu porão emocional, e vai ser feliz...
Você pergunta, feliz por um dia? e eu já te falei outras vezes e vou repetir...a vida é feita de minutos...se você só tem um dia, seja feliz com o que tem.
Outro dia, recebi um SMS de um amigo, onde ele pedia desculpas de não ter respondido minha mensagem pois estava extremamente ocupado e, para justificar ele me disse que fez uma maratona no Vietnã, e estava voltando para casa...naquele momento ele estava no avião e tinha que desligar.
Em outros tempos eu sentiria uma pontinha de vontade de fazer o mesmo, mas naquela hora, do alto de tudo que eu já vivenciei eu senti pena...uma cara com mulher e filhos que quer está em qualquer lugar do mundo, menos perto deles...e eu garanto a você que tudo que ele experimentou por ai, não foi o suficiente para preencher o vazio interior dele...e que talvez, ali mesmo no avião, ele estivesse procurando por uma nova conquista...algo para trazer para o seu porão emocional e acumular...
Nem tudo que reluz, é ouro, já dizia um sábio...
Quanto a acumular conquistas, como troféus, sabe aquela fábula sobre Zeus ter dividido os seres andróginos em 2 para que uma metade procurasse a outra sem nunca se encontrar, e viver a sensação eterna de que estava incompleto...então, Charles Darwing resolveu a questão coma sua teoria do pescoço da girafa, onde ele diz que nos adaptamos as condições que temos...então pode parar de se sentir incompleto e pensar que suas duas pernas e seus dois braços são o suficiente para o que precisa...e começar a ser feliz com o que tem...entendeu?
Um cara já cantou sobre isso...vamos ouvir:
O Banquete, célebre obra de Platão, uma das mais reveladoras sobre o pensamento grego a respeito do amor. Lá surgiram idéias como “almas gêmeas” e “cara-metade”, quando um dos convidados, Aristófanes, recorreu à mitologia para falar sobre a origem do amor. Segundo ele, éramos seres andróginos de duas cabeças, quatro pernas e quatro braços. Temendo que o poder dessas estranhas criaturas ameaçasse os deuses, Zeus dividiu-as em duas outras – e desde então carregamos a sensação de estarmos sempre incompletos, em busca da metade afastada de nós.
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