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terça-feira, 22 de setembro de 2015


Corpo e mente...



Descartes, Platão, e muitos outros  cientistas  e psicólogos  tentaram exaustivamente  explicar esta  entidade  que todos  nós possuímos chamada mente.

Diante de  milhares  de  explicações ficamos com um leque**  bem grande para escolher nossa favorita...é algo não  físico que comanda  algo físico, esta  é a minha humilde versão.,mas sabemos que a mente sem o corpo fica sem a sua principal forma  de  expressão então, separá-los é  o  mesmo   que  adorar uma  obra  incompleta...


Perguntaram aos mais  competentes  estudiosos, e esqueceram de consultar  duas  fontes muito ricas de conhecimento espontâneos.... as  crianças, e  os artistas.

Eu estava  assistindo a um  filme indicado por  alguém que me surpreendeu  na qualidade de  suas  escolhas  de  como passar o tempo, e apesar  de termos  muito pouco em comum, eu teimo em observá-lo a distancia,  porque  quanto mais o observo mais me surpreendo de forma positiva...é  como estar  em uma  pista  de  formula 1  e  fazer  a sua aposta, no carro mais simples que  é conduzido pelo piloto com o olhar sereno...e ter a surpresa de que ele  no final usou seus conhecimentos  sem  precisar se exibir e ganhou a prova...

O cálice  sagrado nunca é o de ouro...

Enfim,  o filme se chama " Os  homens  que não amavam as  mulheres..." se você  tem problemas  com temas  intelectualmente  violentos, por favor não assista,  mas se for  assistir, receba  toda a informação antes  de  fazer o seu conceito final sobre o filme.

Eu o assisti em partes,  o que  me deu tempo de  processar  tudo sem entrar em  choque.

De todas as partes  muito interessantes, houve um momento  em que  a protagonista  numero 3, uma garota de  23  anos  considerada  pelo governo Sueco incapaz  de  cuidar de si mesma, e com um visual totalmente rebelde que  a câmera  conseguiu atribuir uma sensualidade impar. O visual  incluía tatuagens  e piercings.
Esta moça   aceita  ajudar um repórter  em uma investigação, simplesmente  porque se interessou por  descobrir  o desfecho, ou seja, fez  o trabalho por vontade  própria....puro T

Os  dois  trabalhavam  muito conectados e  um parecia ao ponto de um completar  a frase  do outro, tamanha era   a interação ente eles...até que ele  levou um tiro, e começou a  se sentir  inseguro sobre continuar  no caso...

Eles  eram dois  que somavam uma unidade, um sem  o outro não funcionaria, estavam mentalmente ligados naquele propósito, mas  ele parecia  fraquejar  fisicamente após o tiro...então  ela  após suturar  o ferimento com um fio dental, tirou toda a roupa e  fez amor com ele...como se o corpo dela, equalizasse o sofrimento do dele, e o tornasse forte novamente...

No dia  seguinte, ele parecia  restaurado e forte para continuar...

As mentes deles  já estavam em sintonia fina, e unindo os corpos ele compartilharam o que lhes faltava...foi acena mais  perfeita...

Como eu disse, o  cineasta  que  fez as  filmagens  sabia  que   uma porcentagem mínima das  pessoas que assistiria  seu filme, ia conseguir  entender  a mensagem daquela  cena, já que qualquer cena de  sexo   vista por nossos  olhos cansados de  tanta vulgaridade, nos serve apenas para nos  deixar   excitados por alguns momentos  e serem esquecidas...as vezes nossas  próprias  cenas de  sexo, não passam  de rotina  banal...algo para  virar para o lado e pensar que temos que  consertar o chuveiro amanhã, ou qualquer outra tarefa....isto  é uma falha nas uniões estáveis...elas  assassinam  a emoção.

Não estou dizendo  que toda vez  que  fizermos sexo temos   que  envolver  corpo e mente, não...as vezes  uma diversão rápida  não mata ninguém, mas...imagine  que  algumas  vezes pelo menos fizéssemos  valer o  sentido desta conexão...chegar tão próximo assim da essência  do criador...dois perfeitamente conectados em um...isso merece um suspiro...


Enfim,  mente, está mais presente   do que  pensamos, não acredita?

Vá  a aula de  Yoga  e escute   ao final  o treinador dizer...esvazie sua mente...ninguém consegue,  porque não sabemos onde procurar a tal mente...e  de repente  a  encontramos em uma cena inusitada  como esta....

Quer  encontrar a  sua mente? escute  seu coração e  feche os olhos...sinta  a sensação agradável de estar só consigo mesmo como se estivesse  sozinho em casa em um domingo  a tarde...

Ou,  procure uma expressão de arte  onde  o produtor conseguiu figurar  a mente e  compartilhe com ele, ou chame algúem  com quem já tenha uma  conexão mental,  e  complete  a unidade...

Aqui vai mais uma dica de quem conseguiu cantar  algo próximo do sentido da mente....


Bebê  take it!







**Mente é uma definição que tenta resgatar a essência do homem. A essência de uma pessoa emerge da existência de funções mentais que permitem a ela pensar e perceber, amar e odiar, aprender e lembrar, resolver problemas, comunicar-se através da fala e da escrita, criar e destruir civilizações. Estas expressões estão estreitamente relacionadas ao funcionamento cerebral. Assim, sem o cérebro, a mente não pode existir, sem a manifestção comportamental, a mente não pode ser expressada.





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