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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O  amor  e  o pé de  café...


Todos  nós  precisamos de alguém para amar, de forma  inocente ou não,  somos  dotados  de uma grande  quantidade  de amor pra ofertar, e quando não  deixamos fluir esse  amor  ele  continua sendo produzido pois  é uma fonte  renovável e  acumulado...de repente  ele  deixa de ser  essência  e passa a potencializar  outros sentimentos  que  produzimos em escala menor  como raiva, tristeza, solidão  e isso é muito  ruim...

A  vida  é como se  fosse um filme acontecendo todos os  dias  onde você  é  o personagem  central,  e quando você percebe  isso, adquire também a capacidade de  se divertir  brincando de  viver...basta  tomar um café  na  livraria do shopping  e  você  vai se sentir  bem no meio da cena de  sua  vida, e observar outros  personagens  a sua  volta pode ser muito interessante...

Estava  eu  na correria  do dia  a dia,  e   me chamou a atenção  a  figura  de um garoto, segurando uma  muda de planta, como quem cuida de  um bebê...me aproximei e  disse, "que bonita a sua  plantinha.." tentando ser  amável, mas  sendo  curiosa...ele  indignado me  respondeu, "não  é uma plantinha, é o Leopold! " interessado  eu  prossegui, "porque trouxe o Leopold ao shopping?" ele  respondeu com se falasse  com alguém muito  inocente..."eu não trouxe o Leopold ao shopping, vegetais não  passeiam, eu o estou transportando para  a sua nova casa, ele vai morar na minha varanda..."

Pois  bem, eu não desisti e  perguntei,:" o que você  vai fazer  quando Leopold  se transformar em uma árvore  enorme, e não couber mais na varanda, e...na primavera ele  ficará coberto de frutos  que cairão pelo chão e  sua mãe  vai ficar uma fera..."

Ele revirou os olhos impaciente e  disse " Pés de café, não ficam enormes, não dão  frutas inconvenientes, e  não  irritam as pessoas..."


Só ai  eu entendi. O  Leopold  acabara de ser adotado para ser  amado,  e  seu pai adotivo tinha todo um plano de vida para  ele...cuidar  e  amar e  compartilhar com ele  seu crescimento, sua forma, seus frutos....

Neste  amor inocente, me  fez pensar que  no futuro aquele menino  vai amar alguém  onde o amor que ele  tem para oferecer, seja  exatamente  do tamanho da necessidade  de ser amada desta pessoa...e isso vai ser  feliz enquanto durar...Leopolds, Aimées, Luizas, Georges, não importa, todos nós  deveríamos  escolhe-los não a  revelia, mas planejando  se o amor que temos, é  o que eles  precisam para  serem felizes  e  nada mais...e  quando acabar  a necessidade deles  de receber o nosso amor, é só avaliar um  novo ser  que  se encaixe  no que temos para dar...e continuar fluindo nossa fonte renovável de amor...

No  final, não podemos  esquecer que sempre que  damos amor temos que receber um pouco em troca, o suficiente para  a nossa necessidade  de  ser  amado...simples  assim...

Então  encontre  seu Leopold ou similar de outro gênero, e comece  a  mostrar  de forma  elegante, como seria bom se  vocês  compartilhassem isso...tô falando  do sentimento nobre  do amor é  claro...


E não é importante  se sua pessoa  eleita  já tiver outros  amores, pois  o amor  é como um perfume...o mesmo perfume aplicado em duas peles  diferente, jamais vai  provocar    sensações  iguais...pois ele  se mistura com a pessoa  e traduz o que ela traz na alma...então não se preocupe, nenhum amor que sua pessoa escolhida possa ter vivenciado será similar ao que você  emana por ela... e nem por isso  ela  deverá abrir mão de suas outras paixões, como  eu disse, fonte renovável de energia...









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