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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O  amor que desejamos e o que  não queremos...


Desde  que me  tornei  adulto, por  algum motivo inexplicável, as  pessoas  se sentem á vontade para me contar  as  partes mais  luxuriantes d e suas  vidas....acho  que  porque  tenho um  baixo senso de  escândalo  e  coisas   que  assustariam  muita gente  me fazem rir.

Isto  continua, mas  sofreu um up grade. Além  de  me contar  partes  incontáveis, as pessoas  também estão me  fazendo  acompanhar  suas proezas e desventuras  amorosas...confesso  que   a primeira  tarefa  como ouvinte  era  mais  interessante  rs. Ninguém sofre porque está  com T, já  os  apaixonados  parecem um fado português  do Bairro alto, estão sempre  carentes  e melancólicos.

Enfim, segredos  guardadíssimos, mas  um pouco de cada  experiência, me  dá uma visão  nova  da  vida...e como ela sempre  se repete  em ciclos...

Lembra  daquela  história  contada  por Drumond em sua  "Quadrilha" que começava assim: 

" João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém."

É  o que  vem acontecendo  com o mundo ultimamente...

Eu digo e  repito  que essa  história  de  amor é  um teorema  muito  complicado, pois mesmo quem tem  uma visão  aérea  da  situação, se  atrapalha, por isso  que eu me mantenho na posição da Lili, na quadrilha de   Drumond...tá! mentira, as vezes  eu queria estar no lugar  da Teresa,  mas, não  me atrevo, sabe porque? Porque não sei jogar  esse jogo, então  me  reservo a  observar.

A  coisa   se  complica  cada vez  mais...antes  João amava  Teresa  que  amava  Raimundo,  agora  é  possível que João ame  Raimundo que  ame  Lili, que   ama Maria....meu  Deus!!

Na  verdade,  o amor não tem culpa de nada, ele  é  como  um bolo recheado de  brigadeiro sobre a mesa...ele  está  lá  servido  e você tem que pegar  só um pouquinho  e nunca ficar satisfeito dele, ou como  a Lili da  quadrilha, permanecer de dieta  e achar outros  interesses.

A culpa  não é  do amor  e sim da esperança, que é um ingrediente como o açúcar...vicia, e faz  você ficar  melancólico....mas como em um bolo sem açúcar, o  amor  sem  esperanças  é ruim...

Caso você não queira sofrer os efeitos danosos  de se ter esperança, não ame. 

Acredite,  dá pra se acostumar sem o açúcar, e dá pra se acostumar  de não esperar nada do outro...é o único jeito de evitar  os altos  e baixos de  se entregar emocionalmente....no final, você, não importa  o que faça vai sempre ser uma unidade...e como já  disse em outros  textos, aquela  história  de  que fomos feitos em pares na minha opinião, é  balela...senão quantas  vezes  você  já não teve certeza  de ter encontrado " o cara" e  depois  viu que  não tinha nada a ver? era  de novo a sua esperança que tudo  acontecesse  como nos contos  de  fadas...maldita esperança... você precisa  sair deste clássico  e voltar  a se divertir...tem mais na vida que  você pode fazer sozinho...eu prometo.
BB to saindo fora.










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