Livre na prisão.
As culturas orientais se baseiam em conceitos muito antigos, com valores honrosos que nos deixam sem graça diante delas.
Aparentemente tudo tem por trás experiência de antepassados que parecem ter sido anos luz mais cultos do que nós.
Acha tudo uma velharia??
Vamos conferir: Os japoneses baseiam tudo que fazem na honra, e isso os leva a cometer atrocidades como haraquiri, ou cortar o próprio ventre abdicando voluntariamente da vida para se redimir de algo que acreditam ter ferido a sua honra....
Eu acho que já houveram muitas releituras neste ato e que provavelmente, não era assim no começo...mas a base de pensamento é que a honra era mais importante que tudo...hoje isso mudou, porque restaram poucas coisas que mereçam ser honradas nessa bagunça que é a terra...
Evolução pós evolução, os indianos, seres com milênios de cultura disseram que o casamento é um negócio. Cada família mostra suas posses, e se une com o casamento de seus filhos para que as fortunas perpetuem e sejam cada vez mais fortes...não tem nada a ver com amor.
Os cônjuges as vezes nem se quer se conhecem, mas como as famílias se entendem, então a chance de eles serem bons amigos e administrarem juntos seu patrimônio com sabedoria é muito boa.
A mulher é apenas o catalizador de harmonia, ela dirige com graça e beleza tudo que o homem não tenha paciência para se ocupar, como casa e filhos, e o homem...bom esse sim se dá muito bem, ele precisa trabalhar para multiplicar as fortunas, mas é absolutamente livre para amar quantas outras esposas ele conseguir sustentar...
Sabe o que eles estavam tentando nos dizer? Casamento é um contrato de confiança e financeiro. Garante que os que virão não sofrerão por falta de recursos.
A mulher, vende sua alma para apenas um homem, e e deve dedicar sua vida a isso, não tem nada a ver com amor, afinal amor não se negocia, ele acontece.
Já o homem, que não sabe lidar com as emoções, pode em algum momento precisar de mais amor a sua volta, por isso é livre para ter quantas esposas seu patrimônio possa sustentar...
Só vejo uma falha ai...o fato da mulher ter que se transformar em parte do contrato. Se os direitos fossem iguais eles teriam achado a combinação perfeita...
Morar junto, dividir as despesas, ter filhos saudáveis, companhia garantida...se rolasse amor muito que bem, se não, não seria nada do outro mundo.
Na Alemanha, os homens demoram até os 30 anos para saírem debaixo da asa da mamãe....morar com a mãe é um baita do negócio. Eles costumam chamar esta fase de "Pensão mamãe".
Aos 30 anos, você já tem maturidade para saber que casamento é um contrato e evitá-lo, caso não seja bom negócio.
Tá eles diminuíram com isso o número de crianças e a população está envelhecendo sem ser reposta, ossos do ofício...
Nos Estados Unidos como tudo, o casamento é descartável. O amor ainda é uma desculpa para se assinar o contratinho...mas como quase nunca da certo, na verdade o contrato é um caminho para o que o americano mais gosta de fazer...Processar. Ou seja, Casamento= Negócio
No Brasil, processos não andam bem, e raramente são fonte de riqueza...então as meninas são educadas para encontrar o príncipe encantado amar, casar e ser feliz para sempre...Não aprendemos nada!!!porquê o príncipe encantado e não o entregador de pizza encantado?? Porque casamento é um negócio, e o entregador de pizza não apresenta comprovação de renda suficiente para ocupar o cargo de príncipe encantado...isso mesmo, como na ficha para o cartão de crédito.
Quando acontece um caso de entregador de pizza encantado na família...ainda bem que os pais não são japoneses senão isso seria uma mancha na honra...ué mas e o amor?? a base brasileira de amor para o casamento parece tão hipócrita diante da falta de requisitos do entregador de pizza não é mesmo??
De novo, Casamento e amor não tem nada a ver um com o outro...
Bom, no dia que entendermos isso de uma vez por todas, pegaremos um pouco de cada cultura e faremos a formula perfeita.
Assinaremos um contrato que una duas fortunas, onde cada um entra com uma parte como faziam os indianos, mas esse contrato só poderia ser assinado por pessoas com mais de 30 anos, como os Alemães, assim além de recursos próprios para se manter, as duas partes do contrato teriam também maturidade para avaliar melhor os riscos da operação.
Haveria uma clausula de dissolução imediata de contrato, como os americanos, que garantiria que os contratados dividiriam despesas, combinações genéticas e parceria, mas não necessariamente suas almas. Se algum destes itens de dissolução não fosse cumprido com a honra japonesa, as almas ainda restariam intactas.
Existiriam duas sedes, que pertenceriam financeiramente aos dois, mas geograficamente a cada um dos parceiros, ou seja como os americanos, cada um preservaria sua casa.
Isso garantiria que os filhos teriam onde morar independente se a empresa estivesse mais forte de um lado ou do outro.
Como as Almas não entrariam no contrato, conhecer pessoas estaria liberado, e o estar em companhia da pessoa do contrato seria uma opção e não uma obrigação.
Isso ia resolver aquele problema onde ao invés de deixar de ir ao Happy Hour e ir para casa sob pena de ser recebido a vassouradas por não ter cumprido a obrigação, você ia deixar o happy hour voluntariamente, e correr pra casa na esperança que seu parceiro também quisesse um pouco de sossego...voluntariamente, soa como música não é mesmo??
Bom, resolvido a questão do contrato como os indianos, a maturidade para ler as clausulas como os Alemães, e amarrar muito bem a dissolução como os americanos, usaríamos o sentimentalismo brasileiro para fazer a escolha baseado em auguem que além de tudo vibre na mesma frequência que a gente...que seja uma boa conversa, que discorde e concorde em proporções aceitáveis, e que tenha hábitos similares ao nosso...usaríamos a camaradagem dos brasileiros para temperar, e nos preparar para a velhice e quando nosso coração parasse de bater, estaríamos nos sentindo seguros, sem estarmos presos... e" Voilá"...Totalmente "Livres na Prisão".
Eu sei o que você está pensando...isso leva muito tempo ainda para acontecer...eu sei, mas mesmo assim toda ideia é uma semente...
Por enquanto, seguimos o modelo antigo, e encontramos pessoas que nunca se casaram, e estão muito bem, mas, se sentindo culpadas por terem falhado essa etapa...culpado?? que absurdo.
Encontramos outras que casaram e separaram algumas vezes, e hoje moram junto com alguém só para ter companhia, mesmo sabendo que seu coração está sedento por um pouco de paixão e aventura...prendem suas almas na fidelidade...palavrinha cansativa...cachorro na coleira.
Encontramos pessoas que arrastam casamentos bem sucedidos em quase todos os quesitos, mas que tiveram que acorrentar suas almas e como no haraquiri, esfaquear seu coração cada vez que ele pulsar fora do contrato...aprisionados pela honra japonesa...
Encontramos iludidos que pensam que o amor pode ser engarrafado e guardado na geladeira do casamento...esses são os que mais me fazem refletir, é como tirar os óculos da realidade e pular no precipício...
E assim, caminha a humanidade.... tudo bem, não está no contrato que é proibido compartilhar a sua alma com alguém...então aqui vai um pouco da minha pra você...pode sair dançando.
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