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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Livre  na  prisão.



As culturas  orientais se  baseiam  em conceitos  muito  antigos, com valores  honrosos que  nos  deixam sem graça diante delas.

Aparentemente tudo tem por trás  experiência de antepassados  que  parecem ter  sido  anos  luz mais cultos do que nós.

Acha tudo uma velharia??

Vamos  conferir:  Os  japoneses  baseiam tudo que  fazem na  honra,  e isso  os leva a cometer atrocidades  como haraquiri, ou cortar o próprio ventre  abdicando voluntariamente  da vida para se redimir  de algo  que acreditam ter  ferido a sua  honra....

Eu acho que  já  houveram  muitas  releituras neste  ato e  que  provavelmente, não era  assim  no começo...mas  a  base  de  pensamento é  que  a  honra era  mais importante que  tudo...hoje isso mudou, porque  restaram poucas  coisas  que  mereçam ser   honradas  nessa  bagunça que é  a terra...

Evolução pós evolução, os indianos, seres  com  milênios  de cultura disseram que  o casamento é um negócio. Cada família  mostra   suas  posses, e  se une com o casamento  de seus  filhos para que as  fortunas perpetuem  e sejam cada vez mais  fortes...não tem nada a ver com amor. 

Os cônjuges  as  vezes nem se quer se conhecem, mas  como as famílias se entendem, então a chance de eles serem bons amigos  e administrarem  juntos  seu patrimônio com sabedoria  é   muito boa.

A mulher  é apenas  o catalizador de  harmonia,  ela  dirige  com graça e  beleza  tudo que o homem  não tenha  paciência para se ocupar, como casa e filhos, e o homem...bom esse  sim se dá muito bem, ele  precisa  trabalhar para  multiplicar as  fortunas, mas  é absolutamente livre  para  amar quantas outras esposas  ele conseguir  sustentar...

Sabe o que eles estavam tentando nos dizer? Casamento é um contrato de confiança e  financeiro. Garante que os que virão não sofrerão  por falta de recursos.

A mulher, vende sua  alma para apenas um homem, e  e deve dedicar sua vida a isso, não tem nada a ver com amor, afinal amor não se negocia, ele acontece.

Já o homem, que não  sabe lidar com as emoções, pode  em algum momento  precisar  de mais amor a sua volta, por isso é livre para ter quantas  esposas  seu patrimônio possa sustentar...


Só vejo uma  falha ai...o fato da mulher ter  que se transformar  em parte do contrato. Se os direitos fossem iguais  eles teriam achado a combinação perfeita...

Morar  junto, dividir  as despesas, ter filhos saudáveis, companhia  garantida...se rolasse  amor  muito que bem, se não, não seria  nada do outro mundo.


Na  Alemanha,  os  homens  demoram até os 30 anos para saírem debaixo da asa da mamãe....morar com a mãe  é um baita do negócio. Eles  costumam chamar esta  fase de  "Pensão mamãe".

Aos  30 anos,  você  já tem maturidade  para saber que casamento é um  contrato  e  evitá-lo, caso não seja  bom negócio.

Tá  eles  diminuíram com isso o número de crianças  e a população está envelhecendo  sem ser  reposta, ossos  do ofício...

Nos  Estados  Unidos  como tudo, o casamento é descartável. O amor ainda é uma  desculpa para  se assinar o contratinho...mas  como quase nunca da certo, na  verdade  o  contrato é um caminho para o que o americano mais gosta de  fazer...Processar. Ou seja, Casamento= Negócio

No Brasil, processos  não  andam bem, e raramente são fonte  de riqueza...então  as meninas  são  educadas  para encontrar o príncipe encantado amar, casar  e  ser feliz para sempre...Não aprendemos nada!!!porquê o príncipe encantado e não o  entregador de pizza  encantado?? Porque casamento é  um negócio,  e  o entregador de pizza não  apresenta comprovação de renda suficiente para  ocupar o cargo de príncipe encantado...isso mesmo,  como na  ficha para o cartão de crédito.

Quando acontece um caso de entregador de pizza  encantado na família...ainda bem que  os pais não são japoneses senão isso seria uma  mancha na honra...ué  mas e o amor?? a  base  brasileira de  amor para o casamento  parece tão hipócrita  diante  da falta de requisitos do entregador de  pizza não é mesmo??

De novo, Casamento e  amor não tem nada a ver  um com o outro...

Bom, no dia que entendermos  isso de  uma vez por todas, pegaremos um pouco de cada  cultura   e faremos a formula perfeita.

Assinaremos um contrato que  una  duas  fortunas, onde cada um entra com uma parte como faziam os  indianos, mas  esse  contrato só poderia ser assinado por pessoas  com mais de 30 anos, como os Alemães, assim além de  recursos próprios para se manter, as duas partes do contrato teriam também maturidade para avaliar melhor os riscos  da operação. 


Haveria uma  clausula de  dissolução imediata de  contrato, como os americanos, que garantiria  que  os contratados  dividiriam despesas, combinações  genéticas  e parceria, mas não necessariamente  suas almas.  Se  algum destes  itens   de dissolução  não fosse cumprido com  a honra  japonesa,  as  almas ainda  restariam intactas.

Existiriam duas  sedes, que pertenceriam financeiramente aos  dois, mas geograficamente   a cada  um dos  parceiros, ou seja  como os americanos, cada um preservaria sua casa. 

Isso  garantiria que  os filhos  teriam onde morar independente  se   a empresa  estivesse  mais forte de um lado ou do outro.

Como as  Almas não  entrariam no contrato, conhecer  pessoas  estaria liberado,   e o estar  em companhia da pessoa  do contrato seria  uma opção  e não uma obrigação

Isso ia  resolver aquele problema  onde  ao invés  de  deixar  de ir ao Happy  Hour   e ir para casa sob  pena de  ser  recebido a vassouradas por não ter cumprido a obrigação, você  ia  deixar o happy  hour voluntariamente,  e  correr pra casa  na esperança  que seu parceiro também quisesse  um pouco de  sossego...voluntariamente, soa como música não é mesmo??

Bom, resolvido a questão do contrato  como os indianos,  a maturidade para ler as clausulas  como os Alemães,  e   amarrar muito bem a dissolução como os americanos, usaríamos  o sentimentalismo brasileiro para fazer  a escolha baseado em auguem que além de tudo vibre na mesma frequência  que a gente...que seja uma boa conversa, que discorde  e concorde em proporções aceitáveis, e  que tenha  hábitos  similares ao nosso...usaríamos a camaradagem dos  brasileiros para temperar, e nos  preparar para  a velhice e quando nosso  coração parasse  de  bater, estaríamos nos sentindo seguros, sem estarmos presos... e" Voilá"...Totalmente  "Livres na  Prisão". 

Eu sei o que você está pensando...isso leva muito tempo ainda para acontecer...eu sei,  mas mesmo assim  toda ideia é uma semente...

Por   enquanto, seguimos  o modelo antigo,  e encontramos pessoas  que  nunca se casaram, e estão muito bem, mas, se sentindo culpadas por terem falhado essa etapa...culpado?? que absurdo.

Encontramos  outras que casaram e separaram algumas vezes, e hoje  moram junto com alguém  só para ter companhia, mesmo sabendo que seu coração está  sedento por um pouco de paixão e aventura...prendem suas almas na fidelidade...palavrinha cansativa...cachorro na coleira.

Encontramos  pessoas  que arrastam  casamentos  bem sucedidos  em quase todos os quesitos, mas  que  tiveram que  acorrentar suas almas e como no haraquiri, esfaquear seu coração cada vez que ele pulsar  fora do contrato...aprisionados pela honra japonesa...

Encontramos  iludidos  que  pensam  que o amor  pode ser engarrafado   e guardado na geladeira do casamento...esses  são os que mais me fazem refletir, é  como tirar os óculos da realidade  e  pular no precipício...

E assim, caminha a humanidade.... tudo bem,  não está no contrato que  é  proibido compartilhar  a  sua alma com alguém...então aqui vai  um pouco da minha pra  você...pode sair dançando.
















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