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sexta-feira, 2 de outubro de 2015


Voltando  pra casa....




As  vezes  eu  disparo  na minha vida, como se  eu precisasse   chegar  em algum lugar  e  já estivesse atrasado.

Neste momento,  algo acontece  e bloqueia  a  minha  empolgação desenfreada pelo novo e pelo desconhecido. È  como se o espaço-tempo parasse a minha  volta,  e  eu tivesse  a chance de  analisar todas as  cenas, pessoas  e situações  de forma  muito  próxima sem afetá-las...eu sei parece  louco,  talvez  seja.

Bom  neste momento  de  espaço tempo estacionário  aconteceram coisas  incríveis....Eu  conheci o  Pedro* Nome  protegido*,.

Um taxista  que me ajudou a ir e vir nesta semana, por várias  vezes...conversamos  em alguns traslados  muitíssimo mais   do que  eu consigo   conversar  com meus melhores  amigos

Muito jovem estudante de  direito, DDA assumido como eu, que  não desperdiçava nenhuma  oportunidade  de  ser ele mesmo...e  fazer  a coisa "à  la  Pedro". Bom começando por seu táxi...muito bem conservado, com ar condicionado, trilha musical para todos os  gostos( ele consulta o cliente que estilo musical lhe agrada) aceita  pagamento com cartão,  eeee voltado para o banco de  trás  ele  adaptou uma  peça de tecido e  plastico duro, que se  assemelha  a um bolsão...cheio de barras  de cereais, água de coco em caixinha, balas  etc...para que o  passageiro  sirva-se   a  vontade sem  custos extras...é  mole???


Ele me mostrou  em uma coisa tão simples quanto uma  viagem de táxi,  que é possível fazer a  diferença...usei os serviços dele  a semana  toda, e se meu carro quebrar ou eu precisar  ir ao aeroporto, é  claro que ele está escalado.

Ele  foi o mais recente, mas  houveram muitos outros, médicos que se emocionam ao escutar, um "obrigado Doutor, Precisa ser valente para   invadir  a  anatomia de uma pessoa  em busca de livrá-la de  uma dor",  eu nem sabia que  médico se emocionava....

Tem a secretaria  do médico  de idosos  que  escuta  e  dá atenção  aqueles  que são sempre desprezados por terem cabelos brancos...ela  tinha muitos  amigos, pois  considerava cada um deles como um ser humano independente da idade ou condição...


E por ai foi...

Quando fazemos  isso, paramos a cena e  nos  movimentamos  nela analisando, conseguimos ver que  estamos  dedicando energia demais a causas  que nem são tão importantes  assim, amando demais pessoas, que não sabem o que fazer  com o amor que recebem,  e  deixando de lado muita coisa boa  que poderia ajudar a  preencher nosso vazio interior...

Não devemos  julgar o livro pela capa. O que parece  sereno e  concentrado, pode  ser  aquele que está  mais perdido...o que parece  nervoso   e desequilibrado, pode ser o único que tem razão mas  a perdeu pelo descontrole, o que parece   apaixonado, pode estar superficialmente enfeitiçado o que não dura por muito tempo....

Eu estava  ouvindo   uma reportagem com um muito jovem escritor  chamado  Julian  Fuks.
Confesso que se  eu  recebesse um  convite para ir assisti-lo falar   eu declinaria imediatamente...sua  aparência de  criança com sono, não me  daria nenhum indicativo  de que eu gastaria de  ouvi-lo...mas  eu  estava com o espaço-tempo parado então  observei....

Pessoas  como ele  me fazem avaliar com carinho  a  teoria de  corpo e espírito...ele fala como se  fosse um sábio, filósofo, estudioso  de  108 anos...apesar de seus 33  anos...eu poderia  ouvi-lo por  horas, sua retórica despretensiosa e leve,  desfila com propriedade  por  escritores como Guimarães  Rosa e outros  imortais da  Academia  Brasileira de  Letras...


O corpo dele   não parece dele  quando olhamos em seus  olhos  e ouvimos o que ele tem a dizer...parece um espírito culto em uma roupa nova...

Deu vontade  de   acender a lareira, pegar um Merlot   e  deixar  a Tv  ligada ouvindo....

Enfim, mais um caso de não julgar o livro pela  capa...nem para  mais nem para menos.

Concluindo, esta minha experiência  causou uma  faxina interior,  e  joquei fora muita coisa que estava pesando...tristezas  injustificadas, certezas infundadas, batalhas natimortas, amores  impossíveis, paixões  não correspondidas...

Sabe o que eu  fiz com o espaço que sobrou no  bagageiro?  conhecí estes caras ai encima, bem mais leves... e depois sai por ai flutuando na  minha deliciosa  existência...

Tente você  também... give yyour heart  abreak










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